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::  Biografias
Scheilla
Seu nome é ...

“Guerra, guerra, guerra...”

E assim repetiu várias vezes. Era um espírito comunicando-se pelo médium Francisco Peixoto Lins, o Peixotinho, na cidade de Macaé, estado do Rio de Janeiro. Foi na época da Segunda Guerra Mundial, por volta de 1943, quando um grupo se reunia para iniciar um trabalho de orações para as vítimas dos combates.

“Quando a dor chegar para você, serei a promessa de alívio e consolação...”

Depois, o espírito viria a identificar-se como um alemão de nome Rodolfo, que fora convocado para a guerra. Contou também que servira como oficial-médico e que ouvira de seu pai, em outras ocasiões, que jamais deveria matar. Matar, nunca, é o que seu pai sempre lhe dizia. Daí em diante, assumiu o compromisso de que sua missão era salvar, não matar.

“Se o cenário se converter em noite escura, serei a estrela-guia para o rumo certo...”

Ocorre que, quando a Alemanha dominou a Polônia, os oficiais poloneses vencidos foram enfileirados para serem fuzilados. Dentre os oficiais alemães encarregados da execução, um deles recusou-se a fazê-lo. Era ele, Rodolfo.

“Quando a fadiga se apresentar, serei o abrigo seguro e específico...”

Essa recusa, porém, valeu para ele uma sentença: a morte. Sumariamente condenado, como traidor da pátria, foi executado ao lado dos oficiais poloneses, a sangue frio, impiedosamente.

“Quando os conflitos se fizerem presentes, serei a indicação para a calma e a fraternidade...”

Continuando seu relato, contou também que, logo após o seu desencarne, manifestou-se espiritualmente ao pai e disse: “Pai, já estou em outra dimensão da vida. Cumpri a palavra empenhada. Não matei, preferi morrer”.

“Em todos os momentos, desejo ser sua
companheira fiel...”


E o espírito Rodolfo, que assinava “O Fuzilado”, continuava a se manifestar por Peixotinho. Certa vez, disse: “Orem por minha irmã, ela está correndo perigo”. Passados alguns dias, novamente manifesta-se e diz: “Minha irmã acabou de desencarnar. Foi vítima de bombardeio da aviação. Ela e meu pai desencarnaram”. Dias depois, numa noite memorável, confirmando o que dissera Rodolfo, o espírito de uma jovem loura materializava-se diante do grupo. Era ela, sua irmã, e se apresentava com o nome de Scheilla.

“Sou amiga de todos, embora quase sempre encontre guarida entre os crentes e idealistas...”

Dela se sabe, entre tantos exemplos de amor e caridade que, antes de desencarnar, aos 28 anos, atuava como enfermeira, ajudando no atendimento aos feridos nos combates da guerra; e que se esquecia de si mesma, pois pensava apenas em aliviar os sofredores. Após sua morte física, tudo indica também que Scheilla tenha se vinculado às falanges espirituais que atuam em nome de Jesus, principalmente aqui no Brasil.

“Hoje, bato à sua porta. Não me recuse morada em seu coração...”

Antes da sua última encarnação na Alemanha, porém, temos notícias apenas de uma outra existência sua aqui na Terra. Foi na França, no século XVI, quando se chamava Joana Francisca Frémiot. Joana nasceu em Dijon, em 28/1/1572, e desencarnou em Moulins, em 13/12/1641. Casou-se aos 20 anos com o Barão de Chantal, que pouco tempo depois viria a desencarnar. Desde então passou a dividir sua vida entre orações e obras de caridade, além de educar seus 4 filhos. Em 1610, junto com o bispo de Genebra, Francisco de Salles, fundou em Annecy a Congregação da Visitação, que chegou a contar, no ano da sua morte, com 87 conventos e 6.500 religiosos. Em reconhecimento à sua obra, em 1767 viria a ser canonizada pela Igreja Católica, mais de um século após o seu desencarne, passando para a história como Santa Joana de Chantal.

“Aonde chego, renovo os pensamentos e vivifico a certeza no futuro melhor...”

Ainda no grupo do médium Peixotinho, as manifestações dela vinham se repetindo várias vezes, seguidas de outros fenômenos de efeitos físicos, tais como o aparecimento de flores e outros objetos que trazia ao ambiente. Visualmente, é conhecida em todo o país por meio de um retrato mediúnico seu, que durante uma materialização a revelou de olhos azuis, pele clara, cabelos muito louros e um suave sorriso. Sorriso, aliás, que lhe inspiram simpatia e amizade.

“Sou irmã do otimismo e filha da confiança em Deus...”

A presença de Scheilla tem sido registrada por vários médiuns em diversos grupos espíritas do país. Escorada na virtude da caridade, com especial carinho e dedicação oferece assistência aos enfermos do corpo e do espírito. Além do mais, Scheilla sempre se caracterizou por trazer mensagens de alento e consolação, renovando o ânimo e fortalecendo a fé no amor divino.

“Agora, sou também sua irmã.
Dê-me sua mão.
Venha comigo.
Meu nome é ESPERANÇA”.


PS: Os fragmentos de trecho, em negrito, compõem uma das mensagens ditadas pelo espírito Scheilla ao médium Clayton Levy, e está no livro “A Mensagem do Dia”.
Ricardo Appendinno

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